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O cansaço de tentar ser alguém que faça sentido para os outros

  • Foto do escritor: Itana Hegouet
    Itana Hegouet
  • 24 de jun. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

“Eu não sei mais quem eu sou.”

Essa frase costuma vir acompanhada de um suspiro, de um olhar distante e da sensação de estar vivendo no modo automático, apenas cumprindo tarefas, agradando, correspondendo, funcionando. Em algum momento, entre as cobranças externas e internas, você começa a perceber que se afastou de si mesmo, que suas escolhas, atitudes e até emoções parecem girar em torno do que os outros esperam.É como se existisse um personagem cuidadosamente montado para se encaixar… mas, por dentro, cresce o vazio de não saber mais quem realmente se é. Desde cedo, aprendemos que ser aceito é importante: tirar boas notas, ser educado, corresponder, não decepcionar. Com o tempo, esses comportamentos deixam de ser apenas sociais e passam a moldar nossa identidade.


Começamos a pensar: “Se eu agir assim, vão gostar de mim.” “Se eu disser o que penso, posso perder alguém.” “Se eu não for útil, não tenho valor.” Essas ideias silenciosas nos empurram para um ciclo exaustivo: vivemos tentando ser quem o outro precisa que sejamos, e não quem realmente somos.

O resultado? Um cansaço profundo, não apenas físico, mas existencial.


O modo “piloto automático”

Quando passamos a viver no piloto automático, cumprimos rotinas, seguimos padrões, reagimos de forma automática, mas sem presença real. As semanas passam, e surge aquela sensação incômoda: “Nada tem muito sentido.” “Eu faço tudo o que deveria, mas continuo me sentindo vazio.” É nesse ponto que muitos percebem que a vida virou uma sequência de obrigações, sem espaço para o que é genuíno: desejos, gostos, opiniões, sentimentos. Afinal, neste momento percebemos que nem mais sabemos o que queremos.

Quando passamos tempo demais tentando agradar ou evitar conflitos, perdemos contato com a gente mesmo.


Perguntas simples se tornam difíceis de responder:

  • O que eu realmente gosto?

  • O que é importante para mim e não para os outros?

  • O que me faz sentir vivo?


Esse distanciamento gera confusão de identidade. Você sabe o que os outros esperam de você, mas não sabe mais o que espera de si mesmo. E isso costuma vir acompanhado de sentimentos de culpa, angústia e impotência, afinal, parece que algo está “errado”, mesmo quando tudo parece certo.


Redescobrindo o próprio propósito


A imagem simboliza pausa, cuidado e reconexão. Ela mostra um adulto e uma criança agachados na terra, plantando juntos uma pequena muda, em um ambiente natural, iluminado por uma luz suave e acolhedora. Enquanto o texto fala do esgotamento de viver no automático e desconectado de si, a cena representa o movimento oposto: desacelerar, estar presente e nutrir o que é essencial. Plantar juntos traduz recomeço, processo e atenção, reforçando a ideia de que retomar o sentido da vida e a própria identidade exige tempo, cuidado e escuta interna.

Encontrar o propósito não é uma meta mágica, mas um processo de reconexão com o que tem valor para você. E isso começa com pequenos gestos:


  1. Silencie o ruído externo. Para escutar a si mesmo, reserve momentos de pausa, sem redes, sem distrações.

  2. Observe o que te dá energia. Note em quais situações você sente prazer genuíno ou curiosidade. Isso aponta para o que tem significado.

  3. Questione suas escolhas. Você faz o que faz por vontade própria ou por medo de decepcionar alguém?

  4. Permita-se mudar. Descobrir quem você é hoje não invalida quem foi ontem, significa que está crescendo.

  5. Busque ajuda profissional. Às vezes, olhar para dentro sozinho é difícil. A psicoterapia oferece espaço seguro para se reencontrar.


Sentir-se perdido de si mesmo é um sinal de que algo dentro de você está pedindo atenção.É o convite para parar de apenas sobreviver e começar a viver com autenticidade e propósito. E se você sente que tem vivido para agradar, mas já não se reconhece nas próprias atitudes, talvez seja hora de iniciar esse processo com apoio.


Agende uma consulta e comece a reconstruir o caminho de volta para si mesmo com mais clareza, liberdade e sentido.Escreva seu texto aqui


 
 
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